(Ouvindo My Way...)
Vou pela vida fora,
trilhando caminhos
e outras veredas
onde há rosmaninhos,
mas também abrolhos...
Prescruto o horizonte
onde nada vejo,
caminho, só curvas,
sem quaisquer imagens,
sem um só ensejo
de outras paisagens...
Caminho, caminho,
sem nunca parar,
talvez lá no fundo,
sem eu esperar,
o caminho se estenda
para um outro lugar...
E , então , de repente ,
vejo horizontes,
caminhos diferentes
para eu cruzar,
que eu desconheço,
onde é que irão dar?
E fico aturdido,
por onde hei-de ir
se não tenho um fim
para prosseguir...
Qual o meu caminho,
se nem sonhos tenho
para perseguir?
Não vás por ali
que o caminho é estreito,
diz-me o coração,
dentro do meu peito...
Por lá, também não,
é um lugar distante,
vai dar ao sertão,
só há lá tristezas
e desilusão...
E aquele, além ,
não queiras também,
parece um oásis,
é apenas miragem
dum grande deserto,
com a morte por perto...
Fico aturdido,
qual o meu caminho,
qual hei-de escolher
nesta encruzilhada
que é o meu viver...
E , então , na paisagem
se desenha um pássaro,
com uns olhos tão grandes,
tão belos e lindos,
que ao ver tal imagem,
diz-me o coração
e estes olhos meus,
que os olhos tão belos
só podem ser teus...
Se me deres a mão,
eu vou por aí...
Cheira a Primavera,
cheira a alecrim,
a abraços e beijos
guardados pra mim...
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