quinta-feira, 17 de setembro de 2015

DÚVIDA

Duvido, logo penso
e se penso, existo,
nesta existência dúbia
de quem sente
que morrem lentamente
os anseios e os sonhos que sonhamos!
O vento sopra as vozes
de quem chora em silencio,
sem censura e força
para calar o pensamento,
as vozes de quem espera
que ainda haja flores na primavera
e que o dia amanheça,
que o sol não arrefeça
e brilhe e ilumine a esperança.
Duvido, logo penso,
mas fenece-me a vontade de pensar
a vida duvidando...
Anseio que o vento encha de orvalho
a madrugada
e haja flores na Primavera,
das cores que tu quiseres
e que possas duvidar
para poderes pensar...

Luís Machado

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